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domingo, 16 de janeiro de 2011

Encontrando um porto Seguro

Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.

Sl. 139:16.



E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.

Este é o primeiro e grande mandamento.



Mateus 22:37-38.



segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Pensamentos tornam-se ações, ações tornam-se hábitos, hábitos tornam-se caráter, e nosso caráter torna-se nosso destino. (HUNTER, 2004).

#O fascínio das calorias

Nova pesquisa revela o que o valor energético dos alimentos ativa o sistema cerebral da recompensa tanto quanto o sabor, desencadeando o desejo por determinadas comidas; descobertas devem ajudar no combate à obesidade.



De forma geral, nossa incapacidade de renunciar a alimentos que tanto nos recompensam, derrota o controle homeostático, contribuindo para o surgimento da obesidade.



A pergunta é : O sistema de recompensa da dopamina se ocupa também das calorias, ou somente do gosto e do prazer, como durante muito tempo se pensou?



Na universidade de Duke, o pesquisador brasileiro Ivan de Araujo e um grupo de colegas tentaram descobrir isso usando uma linhagem de ratos geneticamente modificados para que não tivessem um receptor específico, sem o qual não é possível sentir sabores doces. Os resultados mostraram que qualquer mudança no comportamento de recompensa desses animais não poderia ser atribuída à percepção do sabor. Se os roedores preferissem as comidas doces, não seria por causa do gosto, mas porque esses alimentos têm mais calorias, o que traria satisfação independentemente da sensação despertada no paladar.





Há muito se sabe que comer não é apenas um modo de se manter vivo e aplacar a fome, mas também um meio de comunicação e forma de obter prazer. A equação “alimento = afeto” está tão consolidada que, se os filhos comem pouco, é comum que os pais se sintam culpados. E muitos conflitos emocionais se revelam na forma de sintomas vinculados aos hábitos alimentares. Experiências da infância associadas à alimentação costumam deixar fortes marcas, tanto que a maior parte das pessoas fica ligada a sabores e alimentos aos quais foi habituada.



Além disso, os ritos à mesa favorecem a coesão social e por isso mesmo as diferenças culturais são tão evidentes e significativas nesse campo. É difícil encontrar, por exemplo, um italiano que queira comer pasticcio de rim, um prato comum entre os ingleses. Já os chineses são loucos por pés de frango, a parte da ave menos valorizada pelos brasileiros.



Para os americanos, os mexilhões são moluscos repugnantes. Essas e outras preferências são resultados de aprendizagens precoces embasadas na imitação.



A primeira fonte de informação é a família, mas assim que vão para escola as crianças começam também a observar comos os colegas se alimentam. Agir como os outros – comer e beber como eles – significa integrar-se ao grupo – empenhar-se para não ser excluído.



Fonte : Roberto Epstein – professor de Psicologia e pesquisador da universidade de Harvard. É também editor-colaborador da Scientific American Mind e ex-editor excutivo da Psychology Tody.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Neurocircuito – Você é o que p@rece?



Julgamentos imediatos são frequentemente errados por ter como base estereótipos e subterfúgios mentais.



Ao conhecermos uma pessoa imediatamente a avaliamos e julgamos – muitas vezes de forma inconsciente.



Por que fazemos isso?



A pesquisadora Amy Cuddy, professora titular da Escola de Administração de Emepresas de Harvard e os psicólogos Susan Fiske e Peter Glick, das universidades de Princeton e Lawrence, respectivamente, desenvolveram uma teoria que pode explicar esse comportamento. Eles afirmam que, aparentemente, julgamos os outros de acordo com dois quesitos :



calor humano (se as pessoas são simpáticas e bem-intencionadas) e competência (se têm a capacidade de transmitir essas intenções). Em geral, admiramos e auxiliamos mais prontamente aqueles que demonstram as duas características e costumamos menosprezar pessoas frias e incompetentes.



Os avaliados como competentes porém frios – muitos deles pertecentes a grupos já esteriotipados, como judeus, asiáticos e ricos – provocam inveja e repulsa.



Já os considerados calorosos porém incompetentes – como mães e idosos – despertam piedade e carinho.



No entanto, novas pesquisas mostram que julgamentos imediatos são frequentemente errados por terem como base estereótipos imperfeitos e subterfúgios mentais.



Recentemente, o psicólogo Nicolas Kervyn e seus colegas da Universidade de Princeton publicaram resultados de uma pesquisa que revela como tiramos essas conclusões precipitadas. Para isso, os pesquisadores mostraram a voluntários dois grupos de pessoas: um deles parecia afetuoso e o outro, frio.



Os participantes presumiram que os mais calorosos eram menos competentes; da mesma forma, quando sabiam previamente que um grupo era competente e o outro não, faziam perguntas cujas respostas confirmam essa premissa. De acordo com o pesquisador, um traço forte na personalidade pode demonstrar fraqueza em outras áreas.



Esse “efeito compensatório” que ocorre quando comparamos as pessoas em grupo, em vez de avaliarmos cada uma individualmente, confirma o já conhecido conceito da psicologia social, o “efeito halo” – quando há forte demonstração de uma característica positiva, isso significa que há mais virtudes presentes. Ambos, entretanto, figuram entre erros cometidos frequentemente: em geral, acreditamos que aqueles que ocupam status maior são competentes mesmo que isso não tenha sido conquistado e seja, por exemplo, decorrência de sucessão familiar ou alianças políticas.



Ao julgar o calor humano, a rivalidade cumpre seu papel: “se alguém é seu concorrente, automaticamente concluímos que essa é uma pessoa má”, observa. A boa notícia é que se você pertence a um grupo estereotipado ou se sabe como os outros o veem, tem possibilidade de tentar mudar a sua imagem. Um político competente visto como frio, por exemplo, pode tentar se comunicar melhor com seus eleitores.



“Afinal de contas, somos todos calorosos ou competentes em alguma área de nossa vida”, enfatiza Amy.

Fonte: Revista Viver mente e cerebro, p. 72. Dez/2010.

2011 ^^ Continuar em frente *.*

Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue em frente de qualquer jeito.




(Martin Luther King).

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Demonstrar +



Gestos Valiosos como gentilezas, elogios sinceros e dedicação criam lógicas específicas no psiquísmo.



Por Christian Ingo Lenz Dunker, Psicanalista e professor da USP.



Lacan denominou de dialética do dom o processo pelo qual a criança apreende como o ato de doação impõe-se em sua força e determinação, tanto ao objeto que é doado quanto ao agente e ao destinatário. É uma grande conquista quando a criança é capaz de oferecer uma flor caída ou um rabisco qualquer como prova de amor ou prova de gratidão. Esta espécie de devolução, uma contrapartida amorosa ao trabalho antes empenhado. Este ato mostra sua estrutura dialética, pois inverte a posição inicial de passividade da crinça; substitui o valor funcional dos objetos pelo “não valor” contingente dos signos devolutivos e repara ou reconstitui frustrações e privações inerentes à relação de cuidado.



Ao caráter altamente simbólico do dom e seu potencial de moldagem de nosso imaginário amoroso acrescente-se que no dom há algo de real irredutível à lógica das trocas.



É esse “a mais”, que não custa nada e muda tudo, não só porque cria algo novo e diferente, mas também porque engendra um novo tipo de satisfação. Como dizia Machado de Assis : ” a gratidão de quem recebe um benefício é bem menor do que o prazer de quem o faz”. O dom cria uma obrigação que não é uma necessidade compulsória, ou seja, a “obrigação” de “livremente” retribuir. Dai que em português dizemos “obrigado”! para nos referir a atos que são “não obrigatórios”.







Também nos relacionamentos familiares e amorosos esperamos ‘algo a mais” do que o desenvolvimento de objetivos recíprocos. Ou seja, induzir esse plus que não custa nada, pode tornar-se a condição que prova que esse membro da família não é apenas mais um. E sim, que ele faz a diferença, por ser como é, e pelo que faz, que soma.

*Encerrando Ciclos..*..



Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final…

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu….

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.



Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.


Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora…

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração… e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.


Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.



Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.



Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”.

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.



Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..



E lembra-te:

Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.



Fernando Pessoa